Glossário de termos da biotecnologia
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
- A
abreviatura de adenina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- A. rhizogenes
agente causal da doença raiz-em-cabeleira, de ocorrência em certas espécies vegetais em razão da transferência de parte do plasmídeo Ri ao genoma hospedeiro por colonização genética. Ver A. tumefaciens. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- A. tumefaciens
agente causal do tumor do colo em certas espécies vegetais. A bactéria é atraída por compostos fenólicos secretados pela superfície ferida da planta, e daí um conjunto de genes bacterianos (operon vir) é ativado, levando à transferência de um segmento de DNA do plasmídeo Ti para o genoma hospedeiro. O DNA bacteriano integrado à célula do vegetal (T-DNA) sintetiza precursores de fitorreguladores (oncogenes), e o tecido afetado cresce, formando um tumor. Linhagens desarmadas de A. tumefaciens (sem os oncogenes) são usadas para transferir genes exógenos para células vegetais e, mais raramente, para fungos. Ver oncogene, operon vir, T-DNA. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ab
abreviatura de anticorpo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aberração cromossômica
alteração na estrutura cromossômica, sobretudo causada por deficiência, duplicação, inversão e translocação, ou no número de cromossomos, por aneuploidia ou poliploidia. A maioria das alterações cromossômicas não é benéfica, podendo ser letal, especialmente em animais. Ver mutação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Abiótico
desprevido de organismos vivos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ação aditiva
tipo de ação gênica na qual o fenótipo do heterozigoto corresponde à média dos valores fenotípicos dos genitores. Ver ausência de dominância. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acasalamento ao acaso
acasalamento no qual os indivíduos se cruzam de forma aleatória. Ver panmixia. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acasalamento fatorial
esquema de acasalamento no qual cada genitor masculino é acasalado com cada genitor feminino. Este esquema reduz a taxa de endogamia nos procedimentos de seleção artificial. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acetil CoA
abreviatura de acetil coenzima A. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acetil coenzima A
enzima formada na mitocôndria pela combinação de um grupo acetil (-CCH3O) derivado da oxidação de ácidos graxos, de proteínas ou carboidratos, combinado com o grupo sulfídrico (-SH) da coenzima A. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido abscísico
regulador de crescimento relacionado com o controle de várias respostas vegetais a estresses abióticos, tal como a abertura de estômatos durante déficit hídrico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido adenílico
o mesmo que adenosina 5'-monofosfato (AMP), um ribonucleotídeo que contém o nucleosídeo adenosina. O desoxirribonucleotídeo correspondente é chamado de desoxiadenosina 5'-monofosfato ou ácido desoxiadenílico. Analogamente, os demais nucleotídeos são os ácidos citidílico, guanidílico, timidílico e uridílico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido desoxirribonucléico (DNA)
ácido orgânico composto de desoxirribonucleotídeos de adenina, guanina, citosina e timina. Material genético da maioria dos organismos vivos. No seu estado nativo, o DNA é uma dupla hélice de duas fitas antiparalelas unidas por pontes de H entre purinas e pirimidinas complementares. O mesmo que ácido deoxirribonucléico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido etilenodiaminotetracético (EDTA)
agente quelante usado para manter nutrientes, como o Fe++, na forma solúvel disponíveis para a célula cultivada in vitro. É inibidor da atividade da DNAse por quelar íons Mg++ e, por isso, adicionado ao tampão de extração e de armazenamento de ácidos nucléicos em longo prazo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido nucléico
macromolécula constituída por nucleotídeos polimerizados. É encontrada em duas formas: DNA e RNA, as quais podem ser constituídas por uma única cadeia (fita) ou por duas, de conformação linear ou circular. O genoma de alguns vírus é constituído por RNA ou DNA. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ácido ribonucléico (RNA)
ácido orgânico composto de ribonucleotídeos de adenina, guanina, citosina e uracila. Material genético de certos vírus. Moléculas derivadas da transcrição do DNA e que participam da biossíntese de proteínas, i.e., RNA ribossômico (RNAr) mensageiro (RNAm) e transportador (RNAt). Precursor, em termos evolutivos, do ácido desoxirribonucléico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aclimatação
adaptação de um organismo (planta, animal ou microrganismo) a um ambiente que lhe induz algum tipo de mudança fisiológica. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acoplamento
estado ou fase na qual os alelos dominantes ou os recessivos de dois genes distintos estão presentes no mesmo cromossomo homólogo. São sinônimos os termos: associação, atração e configuração cis. Ver repulsão. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Acrocêntrico
cromossomo que tem seu centrômero próximo à extremidade e cuja relação de braços (comprimento do braço longo/comprimento do braço curto) é >3 e <7. O mesmo que subtelocêntrico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adaptação
ajuste de uma população às mudanças do ambiente durante gerações, associado, pelo menos em parte, com mudanças genéticas. Resulta de pressão da seleção. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenina (A)
uma das bases nitrogenadas encontradas nos ácidos nucléicos. Ver adenosina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenosina
nucleosídeo resultante da ligação entre a base adenina (A) e o açúcar D-ribose. O desoxirribonucleosídeo correspondente é chamado desoxiadenosina. Ver ácido adenílico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenosina difosfato (ADP)
ver adenosina trifosfato. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenosina monofosfato (AMP)
ver adenosina trifosfato. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenosina trifosfato (ATP)
nucleotídeo de importância fundamental na captura e no transporte de energia química livre nas células. Libera energia para a síntese de várias moléculas, inclusive de RNA. A ATP consiste de adenosina com três fosfatos e é regenerada pela fosforização de AMP e ADP. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adenovírus
vírus cujo material hereditário é o DNA encontrado em roedores, aves, bovinos, macacos e no homem. Responsável por infecções do trato respiratório humano. Utilizado como vetor em terapia gênica. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adição gênica
adição de uma cópia funcional de um gene ao genoma de um organismo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adquirida
em genética, característica que não é herdada, resultante de efeitos ambientais. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Adventícia
estrutura que surge em locais (sítios) diferentes do habitual, como a formação de raízes na superfície de partes aéreas da planta. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aeróbico
microrganismo que cresce na presença de oxigênio. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aflotoxina
grupo de substâncias tóxicas produzidas por Aspergillus flavus que se ligam ao DNA da célula hospedeira, evitando sua duplicação e transcrição. Aflotoxinas podem causar câncer. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- AFLP
sigla inglesa que significa polimorfismo de comprimento de fragmentos amplificados. Tipo de marcador genético que é gerado em três etapas: restrição do DNA, pré-amplificação dos fragmentos a partir de um par de primers que contém um nucleotídeo seletivo, seguida de amplificação usando-se três nucleotídeos seletivos ligados aos primers. Os fragmentos são visualizados em gel de poliacrilamida submetido a eletroforese. Ver polimorfismo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ágar
agente gelificante, composto de polissacarídeos, usado em preparações de meios de cultura e em eletroforese, extraído de algas vermelhas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agarose
o principal componente funcional do ágar. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agente antimicrobiano
qualquer agente químico ou biológico que inibe a sobrevivência e, ou, o crescimento de microrganismos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agente encapsulador
1. qualquer estrutura que forma um envelope ao redor de uma enzima, bactéria ou um vírus. 2. agente inerte que permite a difusão de nutrientes e oxigênio, usado para encapsular tecidos e órgãos vegetais, com vistas a sua preservação in vitro, como o alginato de sódio. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agente inativado
ver vacina atenuada. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agente infeccioso
o mesmo que patógeno. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- AGM
alimento geneticamente modificado, derivado de um OGM. Ver OGM. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agonista
droga, hormônio ou substância que forma um complexo com um receptor. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Agrobacterium
gênero de bactérias gram-negativas encontradas em solos temperados. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Água deionizada
água da qual a maioria dos sais foi eliminada - com graus variados de eficiência - por meio de troca iônica. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Albinismo
doença hereditária que provoca ausência do pigmento melanina em animais e no homem. Indivíduos albinos não têm coloração na pele, nos cabelos e nos olhos. Em plantas, o pigmento ausente é a clorofila.Trata-se de um caráter monogênico e recessivo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Albino
organismo desprovido de pigmentação, devido a fatores genéticos. A condição é dita albinismo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Albumina do soro
proteína globular presente no sangue e nos fluidos do corpo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alça hairpin
estrutura secundária que um polinucleotídeo pode assumir devido a uma repetição invertida em sua seqüência de bases, que, em condições apropriadas, dobra sobre si mesma e forma um segmento limitado de fita dupla. Uma das formas do RNA. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Álcool etílico
ver etanol. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo
forma alternativa de um gene localizado em determinado loco (ou locus) de cromossomos homólogos. Em uma célula diplóide, há dois alelos para cada gene, pois o indivíduo herda um de cada genitor. Dentro de uma população, pode haver muitos alelos de um mesmo gene (polialelia). Aqueles simbolizados por letras maiúsculas denotam dominância, e por minúsculas, recessividade. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo dominante
uma das formas de um gene e cuja expressão (fenótipo) é visualizada em indivíduos homozigóticos (usualmente simbolizados por AA) e heterozigóticos (Aa). Oposto de alelo recessivo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo letal
forma mutante letal de um gene. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo múltiplo
ocorre quando existem mais de dois alelos em um loco, em uma população. O mesmo que polialelia. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo neutro
alelo cujas freqüências são mantidas por deriva, não por seleção. Ver deriva genética. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo nulo
alelo que não sintetiza produto funcional. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelo recessivo
uma das formas alternativas de um gene e cuja expressão (fenótipo) é visualizada somente em indivíduos homozigóticos (usualmente simbolizados por aa). Oposto de alelo dominante. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelomorfo
o mesmo que alelo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alelopatia
inibição do crescimento ou da reprodução de competidores pela ação de substâncias químicas, como determinados compostos fenólicos, secretadas pelas raízes de vegetais. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alergênico
aquele que provoca uma resposta imune. Normalmente, são proteínas. Alguns alimentos são notadamente portadores de substâncias alergênicas, como leite, ovos, crustáceos, mariscos e algumas castanhas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aleurona
material protéico, geralmente na forma de pequenos grânulos, que ocorre na camada celular mais externa do endosperma da semente; local de atividade enzimática durante a germinação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alginato
polissacarídeo com função gelificante. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Algodão Bt
Algodão geneticamente modificado pela inserção de um gene obtido da bactéria Bacillus thuringiensis, que condiciona a produção de uma toxina que o torna resistente a certas pragas, como a lagarta-da-maçã.
- Alimento funcional
alimento que provê um benefício à saúde, além da nutrição básica, ou benefícios médicos, como a prevenção e o tratamento de doenças. Também chamado de nutracêutico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alimento GM
alimento geneticamente modificado, ou seja, que contém em sua composição certo conteúdo de matéria-prima oriunda de organismos geneticamente modificados. Ver OGM. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aloezima
ver enzima alostérica. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alogamia
sistema de cruzamento em vegetais no qual ocorre fertilização cruzada entre os indivíduos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alogênico
de origem genética distinta. Quando um órgão é retirado de um doador e transplantado para outro indivíduo da mesma espécie, o transplante é dito alogênico. O transplante de um órgão de um babuíno para um ser humano é dito xenogênico. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alometria
processo no qual a taxa de crescimento de uma parte de um organismo difere da de outra parte ou do restante do corpo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alopatria
no contexto da genética de populações, evolução e ecologia, qualidade de indivíduos ou espécies que coabitam áreas distintas e separadas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alopoliplóide
poliplóide portador de lotes cromossômicos (genomas) derivados de espécies diferentes. O trigo, por exemplo, é uma espécie alohexaplóide (2n=6x=42) que contém os genomas A, B e D. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alotetraplóide
alopoliplóide portador de dois genomas. A planta de fumo, por exemplo, é alotetraplóide (2n=4x=48). Ver alopoliplóide. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Alozigoto
indivíduo que é heterozigótico para dois alelos mutantes diferentes. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ambiente controlado
ambiente no qual luz, temperatura e umidade relativa são controlados, como em uma câmara de crescimento. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amido
principal carboidrato armazenado pelas plantas. É usado como alimento e em processos industriais. Oligossacarídeo insolúvel em água constituído de polímeros de glicose, amilase e amilopectina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amilase
grande classe de enzimas que catalisam a hidrólise do amido. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amilolítico
organismo (alguns fungos, por exemplo) que tem a capacidade de degradar amido por ação enzimática. Amilolítica é a propriedade enzimática de degradar amido. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amilopectina
polissacarídeo altamente ramificado em cadeias de resíduos de glicose. Porção do amido insolúvel em água. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amilose
polissacarídeo que consiste de cadeias lineares de 100-1.000 resíduos de glicose. Porção do amido solúvel em água. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aminoácido
composto orgânico que contém os grupos amino (-NH2) e carboxil (-COOH). Em particular, quaisquer das 20 unidades básicas das proteínas que tenham a fórmula NH2-CR-COOH, na qual R difere para cada um dos aminoácidos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aminoácido essencial
aminoácido que deriva do metabolismo, não sintetizado pelo organismo. Produto da degradação de proteínas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aminoacyl tRNA sintetase
enzima que catalisa a ligação de um aminoácido ao RNA transportador correspondente durante a síntese de proteínas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amitose
divisão nuclear por constrição, i.e., sem disjunção cromossômica, que, por sua vez, é característica da mitose. O mecanismo por meio do qual a integridade genética é mantida durante a amitose é incerto. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Âmnio
membrana delgada que reveste a bolsa na qual o embrião se desenvolve em vertebrados superiores, répteis e pássaros. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amniocentese
procedimento para retirar células fetais para diagnose pré-natal, amostrando-se o fluido amniótico de uma fêmea grávida. Após a punção, as células são cultivadas e o cariótipo é estudado a fim de se verificar se há alterações, por exemplo a ocorrência da trissomia do cromossomo 21 em humanos, que leva à síndrome de Down. Ver cariótipo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- AMP cíclico
abreviatura de monofosfato cíclico de adenosina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ampicilina
antibiótico da classe das penicilinas que previne o crescimento bacteriano interferindo na síntese da parede celular. Usado como marcador de seleção na para se obter bactéria transformada. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplicon
produto da amplificação de um fragmento de DNA. Ver PCR. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplificação
1. produção in vitro de muitas cópias de um segmento de DNA pela reação da polimerase em cadeia (PCR). 2. procedimento indicado para inibir a duplicação do DNA cromossômico por ação do antibiótico cloranfenicol e, com isso, aumentar a proporção de DNA plasmidial, que é amplificado por sucessivos ciclos de multiplicação bacteriana. 3. in vivo, expansão no número de cópias de uma seqüência de DNA repetitivo por um processo evolutivo de duplicação repetida. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplificação alelo-específico
amplificação por PCR usando-se primers (iniciadores) de alta especificidade na qual um só alelo é amplificado. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplificação de DNA
in vitro, obtenção de cópias de um fragmento (seqüência) de DNA, usando-se a PCR e um termociclador; in vivo, aumento da taxa de síntese de DNA por diferentes mecanismos, i.e., amplificação gênica, redundância gênica. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplificação de minissatélite
amplificação por PCR usando-se primers específicos e complementares às regiões que flanqueiam um minissatélite, visando à detecção de marcadores genéticos do tipo DNA fingerprinting. Ver minissatélite. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Amplificação gênica
mecanismo que leva à ocorrência de múltiplas cópias de um gene. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anabolismo
uma das duas subcategorias do metabolismo, referindo-se ao acúmulo de moléculas orgânicas complexas a partir de precursores mais simples. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anaeróbico
diz-se do ambiente ou da condição na qual o oxigênio molecular não está disponível. Ver anaeróbio. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anaeróbico facultativo
diz-se do organismo que cresce em condições anaeróbicas ou aeróbicas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anaeróbio
organismo que pode crescer na ausência de oxigênio. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anáfase
fase da divisão celular na qual ocorre migração das cromátides (na mitose e meiose II) ou dos cromossomos homólogos (na meiose I) para pólos opostos da célula. A anáfase ocorre após a metáfase e precede a telófase. Ver disjunção. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Análise de heterodúplex
estimativa, por meio de eletroforese, do grau de homologia entre as seqüências das duas fitas de um DNA heterodúplex. Quanto maior a divergência entre as seqüências, menor a mobilidade do fragmento no gel, pois o peso molecular de um par complementar de fitas é menor que o de uma estrutura heterodúplex. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Análise de risco
procedimento realizado para analisar a natureza e os efeitos adversos à saúde humana e animal ou ao ambiente. Consiste de três etapas: avaliação do risco, administração do risco e comunicação do risco. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Análogo
diz-se do grupo de organismos ou moléculas funcionalmente semelhantes, mas que evoluíram de modo diferente ou contêm diferentes compostos. Exemplificando, os análogos de bases nitrogenadas do DNA são incorporados à molécula, causando mutações. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Androgênese
desenvolvimento de um embrião haplóide a partir de um núcleo masculino. O núcleo materno é eliminado ou inativado após a fertilização do óvulo. O zigoto é haplóide e só contém o genoma oriundo do gameta masculino. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Androgênio
grupo de hormônios que estimula o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas e contribui para o controle da atividade sexual em animais. Hormônio sintetizado nos testículos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Andrógino
hermafrodita. Da botânica, diz-se do vegetal que tem flores femininas e masculinas na mesma espiga ou flor. Diz-se do fungo que apresenta anterídio e oogônio sobre a mesma hifa. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anel de crescimento
cada um dos anéis concêntricos de um tronco lenhoso. São visíveis a olho nu e estudados sob microscopia ótica por meio de um corte transversal. Cada anel representa o xilema formado em um ano, resultado da atividade do câmbio vascular. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anelamento
pareamento, ou ligação por pontes de hidrogênio, das fitas complementares de DNA/DNA, DNA/RNA ou de RNA/RNA para formar uma fita dupla de oligonucleotídeos ou polinucleotídeos. Uma das etapas do processo de amplificação de ácidos nucléicos. Em inglês, annealing. Ver amplificação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aneuplóide
organismo ou célula que tem o número de cromossomos diferente (menor, por exemplo 2n-1, ou maior, 2n+2) do número somático normal. Gametas oriundos de aneuplóides têm números diferentes de cromossomos (n e n-1, por exemplo). A condição é dita aneuploidia. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anfidiplóide
espécie ou indivíduo obtido por autoduplicação dos cromossomos de um híbrido F1 interespecífico e que contém dois genomas. O mesmo que alotetraplóide. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anfimixia
reprodução sexual que envolve a fusão de gametas masculinos e femininos e a subseqüente formação de um zigoto. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Angiogênese
formação e desenvolvimento de novos vasos sangüíneos no corpo. Estimulada por fatores de crescimento, como angiogenina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Angiogenina
fator de crescimento que estimula a formação de vasos sangüíneos; está associada à formação da placenta e ao crescimento de tumores. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Angiosperma
classe do reino vegetal que inclui as plantas que florescem, i.e., plantas vasculares nas quais a fertilização é dupla, resultando em desenvolvimento de fruto com sementes. Há dois grupos principais: o de plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas. Ver gimnosperma. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Animal fundador
organismo portador de um transgene em suas células reprodutivas (gametas) e que pode ser usado em cruzamentos controlados para a obtenção de um transgênico puro, homozigótico para o gene exógeno. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Animal monogástrico
animal não-ruminante com um estômago simples. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antagonismo
interação entre dois organismos na qual o crescimento de um é inibido pelo outro. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antagonista
composto que inibe o efeito de outro. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antera
órgão vegetal situado na parte superior de um estame onde ocorre a microesporogênese ou formação dos gametas masculinos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antese
abertura da flor ou período durante o qual a flor se abre. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anti-séptico
qualquer substância que mata ou inibe o crescimento de micróbios, mas que não é tóxica ao homem se usada em concentrações recomendadas. Exemplo: etanol a 70%. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anti-soro
porção fluida do sangue de um animal imunizado, após a coagulação, e que retém os anticorpos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antiauxina
substância química que interfere na resposta celular às auxinas, às vezes pela prevenção de seu transporte. Algumas antiauxinas podem promover morfogênese in vitro. Ver auxina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antibiose
prevenção do crescimento de um organismo por meio de uma substância ou por outro organismo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antibiótico
classe de compostos naturais ou sintéticos que inibem o crescimento ou causam a morte de microrganismos. Antibióticos medicinais são usados para controlar infecções bacterianas. A resistência bacteriana aos antibióticos ocorre por mutação e estes atuam como agentes seletivos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticlinal
orientação da parede celular ou do plano de divisão da célula perpendicular à superfície. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticódon
trinca de nucleotídeos do RNAt que corresponde a um códon complementar em uma molécula do RNAm. Durante a tradução ou síntese protéica, este emparelhamento leva ao alongamento da cadeia de polipeptídeos, uma vez que o RNAt traz o aminoácido correspondente ao ribossomo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticorpo (Ab)
molécula protéica produzida por células especializadas em vertebrados superiores com função imunológica; o mesmo que imunoglobulina (Ig), proteína multimérica, com dois tipos de peptídeos, um de cadeia leve e outro de cadeia pesada (H2L2), sintetizada pelos linfócitos em resposta ao contato com um antígeno. Cada anticorpo reconhece um epítome de um antígeno e age especificamente se ligando a ele, tornando-o inativo. Anticorpos da classe IgG são encontrados na circulação sangüínea. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticorpo catalítico
anticorpo selecionado por sua habilidade de catalisar uma reação química, estabilizando o estado de transição de uma reação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticorpo D
anticorpo com uma única (em vez de duas) cadeia de proteína. A principal vantagem dos anticorpos D é que os genes correspondentes podem ser clonados e expressos em bactérias, de forma que grande número deles pode ser gerado. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticorpo monoclonal (mAb)
anticorpo produzido por um hibridoma, ativo contra um único determinante de um antígeno. Ver hibridoma. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anticorpo policlonal
amostra de soro que contém uma mistura de imunoglobulinas distintas, cada uma reconhecendo um antígeno diferente. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antígeno
Molécula que provoca determinada resposta imune e gera a formação de anticorpos.
- Antígeno (Ag)
macromolécula, normalmente uma proteína estranha ao organismo, que provoca uma resposta imunológica em uma primeira exposição, estimulando a produção de anticorpos específicos a seus vários epítomes. Durante exposições subseqüentes, o antígeno é fixado e inativado pelo anticorpo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antígeno de histocompatibilidade principal
proteína da superfície da célula que permite ao sistema imune distinguir as substâncias exógenas das endógenas (nativas); o mesmo que histoglobulina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antinutriente
composto que inibe a absorção normal ou a utilização de nutrientes. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antiterminador
peptídeo que possibilita à RNA polimerase ignorar sinais de parada (ou de terminação) durante a transcrição, e assim produzir transcritos mais longos que os normais. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antitranspirante
composto projetado para reduzir a transpiração vegetal. Poderá interferir na fotossíntese e respiração se a camada for muito espessa ou irrompível. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antixenose
modificação no comportamento de um organismo por uma substância oriunda de outro; no contexto da resistência, uso de uma planta como alimento alternativo por um inseto-praga. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Antocianina
classe de pigmentos flavonóides azuis, roxos ou vermelhos solúveis em água, encontrados nos vacúolos das células de certas plantas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anual
planta que completa seu ciclo de vida dentro de um ano. Ver bienal, perene. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Anucleado
óvulo do qual o núcleo foi removido, normalmente como um passo preparatório para a transferência nuclear nos procedimentos de clonagem. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ápice
parte terminal da raiz (radicular) ou do caule (haste) contendo o meristema primário ou apical. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Apoenzima
enzima inativa que deve se associar a uma coenzima para se tornar ativa. O complexo "apoenzima/coenzima" é chamado de holoenzima. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Apomixia
produção de um embrião na ausência de meiose. Plantas superiores apomíticas produzem sementes derivadas de tecido materno. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Apoptose
morte celular programada, que acontece naturalmente como uma etapa do desenvolvimento, da manutenção ou da renovação dos tecidos. Difere da necrose, na a qual morte da célula é causada por fatores externos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aqüicultura
cultivo de organismos aquáticos, inclusive peixes, moluscos, crustáceos e plantas aquáticas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Arabidopsis
gênero de plantas crucíferas. A espécie A. thaliana é usada em pesquisa biológica como planta-modelo, pois tem um tempo de geração curto, cerca de 40 dias, e um pequeno genoma (1 Mb) já seqüenciado. Pode ser cultivada e transformada facilmente. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Archaebacteria
bactérias, em sua maioria unicelulares, adaptadas a ambientes anaeróbicos, como as grandes profundidades oceânicas. Estes organismos são vistos como uma fonte promissora de enzimas para vários processos industriais. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Armazenamento de embrião
preservação criogênica de embriões animais e vegetais. Ver criopreservação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Arroz dourado
É um produto da biotecnologia que teve três genes enxertados em seu código genético para se tornar capaz de sintetizar o betacaroteno, que é o precursor da vitamina A. O arroz dourado poderá, portanto, evitar males decorrentes da ausência dessa vitamina no organismo humano, como a cegueira noturna, a xeroftalmia (ressecamento da córnea), diarréias, distúrbios respiratórios e complicações de doenças infantis como o sarampo. arroz que contém elevado teor de ß-caroteno, um precursor da vitamina A, em suas sementes. Obtido por engenharia genética: foram inseridos dois genes de narciso silvestre e um da bactéria Erwinia uredovora. Em inglês, golden rice. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Asco
nome dado ao saco reprodutivo da fase sexual de fungos ascomicetos, onde são produzidos ascósporos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ascósporo
tipo de esporo encontrado nos ascos de determinados fungos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Asséptico
esterilizado, livre de contaminação com micróbios, i.e., bactérias, leveduras, fungos filamentosos e algas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Assexual
reprodução que não envolve meiose ou a união de gametas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Assimilação de nitrogênio
incorporação de nitrogênio pelas células. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Assimilação genética
extinção eventual de espécies com fluxo gênico intenso. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Assinapse
ausência de pareamento entre cromossomos homólogos durante a primeira prófase meiótica. Ver sinapse. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Atenuação
mecanismo de controle da expressão de genes em procariontes que envolve terminação prematura da transcrição. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Atenuador
seqüência de nucleotídeos na região 5' de um gene procariótico que causa terminação prematura da transcrição, possivelmente, formando uma estrutura secundária. Ver atenuação. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- ATP
abreviatura de trifosfato de adenosina. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- ATP sintetase
complexo protéico multimérico, presente na membrana interna da mitocôndria, nos tilacóides do cloroplasto e na membrana plasmática de bactérias, que catalisa a síntese de ATP durante a fosforilação oxidativa e fotossíntese. Também conhecido por complexo F0F1. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- ATPase
grupo de enzimas que hidrolisam o trifosfato de adenosina com a formação de ADP e fosfato inorgânico com liberação de energia. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Aureofacina
substância antifúngica produzida por Streptomyces aureofaciens, uma bactéria gram-positiva. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Ausência de dominância
ação gênica na qual não há dominância, pois o fenótipo do heterozigoto é intermediário entre os fenótipos dos genitores puros. Ver ação aditiva. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Auto-imunidade
desordem no mecanismo de defesa na qual a resposta imune se faz contra células e tecidos do próprio indivíduo. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Auto-incompatibilidade
em plantas, inabilidade de autofecundação, i.e., de o pólen fertilizar óvulos da mesma planta. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Auto-radiografia
técnica utilizada para visualizar a presença, o local e a intensidade de radioatividade em preparações histológicas, cromatogramas de papel, membranas de nitrocelulose (ou nylon) ou em géis submetidos a eletroforese e cuja superfície é exposta a filme de raio-X. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autoclave
câmara usada para esterilizar materiais diversos, incluindo vidrarias e meios de cultura, usando-se vapor e alta pressão (em geral, 120 psi por 20 min.). (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autofecundação
Consiste na fertilização de um óvulo (gameta feminino) por um gameta masculino, sendo ambos os gametas produzidos pelo mesmo genótipo, usualmente pela mesma planta. A autofecundação ao longo das gerações conduz à homozigose e formação de linhas puras.
- Autólise
processo de destruição da própria célula ou tecido pela ação de enzimas dos lisossomos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autônomo
termo aplicado a qualquer unidade biológica que pode funcionar por si própria, ou seja, sem a participação de outra unidade, como um transposon que codifica uma enzima para sua própria transposição. A mitocôndria e o cloroplasto são organelas semi-autônomas, porque possuem seu próprio genoma, mas também dependem da expressão de genes nucleares para realizar suas funções. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autopolinização
Processo que consiste na polinização de uma flor pelo pólen da mesma flor ou de outra flor da mesma planta ou, ainda, de pólen de uma planta que é um clone, portanto geneticamente idêntica à planta original. A conseqüênccia genética da autopolinização é a autofecundação, isto é, a união de um gameta masculino com um gameta feminino, produzidos pelo mesmo genótipo.
- Autopoliplóide
poliplóide cujos genomas constituintes são derivados da mesma espécie genitora. Em um autotetraplóide, por exemplo, há quatro cópias de cada cromossomo homólogo. As configurações meióticas podem incluir quadrivalentes (quatro homólogos pareados), trivalentes, bivalentes e univalentes. Multivalentes levam a segregações anômalas na meiose, resultando em fertilidade baixa. A banana cultivada (n=11) é um triplóide estéril que se propaga vegetativamente. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autossomo
cromossomo não envolvido na determinação do sexo. Oposto de cromossomo sexual. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Autótrofo
organismo capaz de se nutrir utilizando gás carbônico ou carbonato como fonte exclusiva de carbono e que obtém energia da radiação solar, da oxidação de elementos inorgânicos ou de compostos como ferro, enxofre, hidrogênio, amônio e nitritos. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Auxina
grupo de reguladores de crescimento que estimula divisão e diferenciação celular, organogênese e embriogênese, dominância apical e florescimento. Auxinas sintéticas, como 2,4-D, estimulam resposta morfogênica in vitro. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Auxotrófico
microrganismo ou célula que não se desenvolve em meio mínimo, requerendo para seu crescimento a adição de um composto específico, como um aminoácido ou uma vitamina, que não é requerido pelo tipo selvagem (wild type). (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Avaliação de risco
processo cientificamente fundamentado e que consiste nos seguintes passos: i) identificação dos efeitos adversos, ii) probabilidade de ocorrência, iii) avaliação da exposição, iv) conseqüências do efeito, v) possíveis medidas mitigatórias e vi) avaliação geral do risco. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
- Avidina
glicoproteína presente na clara do ovo e que tem forte afinidade com a biotina. Pode conduzir à deficiência de biotina se em quantidades elevadas. (Definição retirada da obra Glossário de Biotecnologia, edição 2005.)
 |
|