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Curiosidades sobre biotecnologia, com especial atenção para assuntos relacionados ao dia-a-dia do jovem.
Células-tronco contra a artrose e outras doenças (10/07/2008)
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pode abrir caminho para um novo tratamento de doenças como artroses, hérnias de disco e lesões nas articulações. A equipe conseguiu produzir, em tempo recorde (14 dias), condrócitos (células do tecido cartilaginoso) a partir de células-tronco retiradas de cordão umbilical. Os pesquisadores injetarão essas células em ratos lesionados para avaliar a possibilidade de rejeição.
A depender dos resultados, o método poderá ser testado em seres humanos. Caso as expectativas dos cientistas se confirmem, em mais ou menos 10 anos, será possível injetar células-tronco no joelho de pacientes com artrose, em vez de implantar uma prótese.
Fonte: Ciência Hoje - 13/06/2008

Clones podem salvar rinocerontes da extinção (05/05/2008)
Em um esforço desesperado para salvar da extinção um dos animais mais raros do planeta, o rinoceronte-branco do norte, dos quais só restam poucos exemplares na África, cientistas britânicos querem recorrer a técnicas de clonagem. A idéia de especialistas da Royal Zoological Society (Austrália) e da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) é criar uma subespécie híbrida misturando genes desses animais com genes de "primos" próximos, os rinocerontes-brancos do sul, dos quais restam mais de 11 mil exemplares. Pela técnica, pretende-se misturar células da pele de um animal do norte com embriões de um animal do sul. Desta mistura, sairá uma "quimera", ou seja, um misto de células das duas subespécies, mas os cientistas acreditam que algumas dessas células produzam o esperma e os óvulos do rinoceronte-branco do norte. Se a técnica der certo, ela poderá ser usada para salvar outros animais em extinção.
Fonte: UOL - 08/04/2008

Laços de família (10/04/2008)
Aulas e aulas de história foram necessárias para esclarecer as diferenças entre incas e astecas, ianomâmis e tupis-guaranis. Agora, uma pesquisa envolvendo vários países revelou que esses povos têm origens muito mais próximas do que se supunha: quase todos os indígenas que vivem nas Américas do Norte, Central e do Sul derivam de apenas meia dúzia de "mães fundadoras", cujos descendentes se deslocaram pelo continente há cerca de 19 mil anos. Segundo a pesquisa, as seis mulheres deixaram um legado genético que persiste até hoje em 95% dos indígenas americanos.
Fonte: Agência Fapesp - 17/03/2008

Cientistas pesquisam cana-de-açúcar GM com maior teor de sacarose (09/04/2008)
A cana-de-açúcar transgênica, modificada para produzir maior teor de açúcar e etanol, poderá ser cultivada, no Brasil, em um prazo de três a cinco anos. Os cientistas estão realizando testes de campo com variedades de cana GM com maiores quantidades de sacarose em relação às plantas convencionais. "Nesse ponto, (a cana GM) é mais uma questão de regulamentação que uma questão científica", afirma Paulo Arruda, diretor científico de uma empresa da área de biotecnologia e responsável pelo desenvolvimento de uma variedade de cana que está em teste.
Aguardam aprovação pela CTNBio variedades de cana-de-açúcar geneticamente modificada para terem maior rendimento de sacarose e também com aumento da biomassa, resistência a insetos e tolerância a herbicida e à seca.
"A maior parte das novas áreas para a cana no Brasil são pastagens degradadas, onde os níveis pluviométricos são inferiores aos das áreas tradicionalmente produtoras de cana", disse Arruda, explicando a importância de variedades tolerantes à seca. "Esperamos que a tecnologia permita rendimentos de 10% a 15% mais elevados", disse.
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) também vê os aspectos regulatórios, e não os aspectos técnicos, como os principais obstáculos para o progresso da cana GM no Brasil. "De três a cinco anos seria possível termos variedades disponíveis (se a regulamentação estiver ok)" explica Jaime Finguerut, gerente estratégico de desenvolvimento industrial da CTC.
Aproximadamente metade das quase 500 milhões de toneladas de cana brasileira é transformada em etanol. O açúcar, fabricado com o restante da produção. Por meio da utilização das variedades existentes, é possível melhorar a atual produção convencional de cana em cerca de 2% ao ano. Já com a cana GM, Finguerut afirma que seria possível duplicar esse aumento.
Estudos recentes indicam que o açúcar proveniente da cana GM tem a composição equivalente ao açúcar proveniente da variedade convencional de cana, pois o processo de refinamento do açúcar degrada a proteína derivada do melhoramento genético.
Fonte: Agência Reuters - 04/03/2008

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