Curiosidades sobre biotecnologia, com especial atenção para assuntos relacionados ao dia-a-dia do jovem.










De olho no colesterol
(19/08/2010)

Pesquisadores estão esmiuçando o genoma humano para entender melhor o nosso metabolismo de gorduras. A intenção é identificar os genes associados a vários tipos de gordura, como o colesterol bom e ruim e triglicérides. Um estudo identificou 95 regiões nas quais pode ou não haver um gene associado com pelo menos um dos fatores fundamentais ao metabolismo de lipoproteínas (colesterol e triglicérides). O mapeamento dessas regiões é o primeiro passo para identificar e entender melhor os genes responsáveis por esse metabolismo. Isso abriria caminho para o surgimento de novos tratamentos para doenças do coração, que, no Brasil, é o mal que mais mata pessoas, segundo o Ministério da Saúde. O colesterol ruim, que é uma substância importante para o funcionamento do nosso organismo, em níveis muito elevados torna-se um grande inimigo do coração. Mas agora, ele poderá nos dar pistas sobre várias doenças e ajudar no desenvolvimento de novas terapias.

Fonte: G1.com - 04 de agosto de 2010

Corrida do salmão
(19/07/2010)

Você gosta de salmão? Pois é possível que ele se torne o primeiro animal geneticamente modificado com venda aprovada para o consumo humano pela FDA (Food and Drug Administration), entidade norte-americana que controla a qualidade dos alimentos. Com as alterações genéticas, o animal chegaria ao tamanho ideal para comercialização na metade do tempo normalmente necessário. É uma intervenção simples: o que acontece é que o salmão não produz hormônio de crescimento nos períodos mais frios do ano, e o acréscimo de um gene de hormônio de crescimento permite que ele passe a produzi-lo ao longo de todo o ano. Se o salmão transgênico for aprovado, ajudará a abrir caminho para pesquisas que desenvolvem outros animais geneticamente modificados, como um gado resistente ao mal da vaca louca e um porco que causa menos poluição por fósforo em seus excrementos.

Brasil na disputa pelas células-tronco embrionárias
(17/06/2010)

Um estudo publicado na revista Stem Cells and Development descreve, pela primeira vez na literatura científica, uma linhagem brasileira de células humanas geneticamente modificadas com esse objetivo. O trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, transformou células da pele em células pluripotentes – traduzindo: capazes de se transformar em vários tecidos especializados. A reprogramação genética é feita colocando-se genes ligados a características embrionárias no genoma de uma célula adulta (neste caso, da pele), fazendo com que ela volte a se comportar como se fosse uma célula embrionária. A técnica de reprogramação foi desenvolvida em 2006 pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka. De lá pra cá, a coisa evoluiu tanto que esse tipo de células é usado em pesquisas de rotina. No Brasil, o primeiro a anunciar feito parecido foi o neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no início de 2009. Logo em seguida, o grupo de Ribeirão Preto informou que já tinha, também, produzido linhagens de células-tronco pluripotentes, mas que não havia anunciado nada publicamente porque esperava a publicação de um artigo confirmando a caracterização das células. O resultado é este trabalho publicado agora.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 07 de junho de 2010

Bactéria artificial pode ser aliada do meio ambiente
(01/06/2010)

Cientistas conseguiram criar células com genomas sintéticos. É o primeiro grande passo para a criação microrganismos que podem, por exemplo, retirar poluentes da atmosfera ou sintetizar metais pesados. O feito foi realizado por uma equipe de cientistas de um instituto criado pelo empresário-biólogo americano Craig Venter, um dos pioneiros em pesquisas genômicas. Mas como eles conseguiram criar um DNA artificial? Os pesquisadores criaram células com genoma sintético, mas não criaram tudo nas células. O genoma é o conjunto de genes de um organismo vivo. Os genes, feitos de DNA (ácido desoxirribonucleico), são a unidade básica da hereditariedade, sendo responsáveis por definir as características básicas de cada ser vivo. No experimento, os cientistas pegaram células de uma espécie de bactéria que já existe (Mycoplasma micoides), tiraram do interior delas o material genético que tinham e as usaram como recipiente para um outro genoma, sequenciado artificialmente. Mas apenas o genoma, o DNA dentro da célula, é inteiramente sintético. Para isso, os pesquisadores construíram quimicamente as sequências das bases nitrogenadas do DNA, peça por peça, até conseguirem uma cópia perfeita do genoma. Em seguida, inseriram na célula, que se comportou como uma célula normal da bactéria original, criando proteínas iguais a da M. micoides normal. Onde Craig Venter quer chegar? Longe. Entre as várias utilidades da técnica, o cientista-empresário espera usar a tecnologia para projetar novas bactérias que poderiam desempenhar funções úteis. Uma das metas é criar bactérias que absorvam dióxido de carbono e, dessa forma, ajudem o meio ambiente.

Fonte: Estadão.com.br e BBC Brasil - 20 de maio de 2010



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