Curiosidades sobre biotecnologia, com especial atenção para assuntos relacionados ao dia-a-dia do jovem.










Mais transgênicos até 2015
(08/02/2010)

Um artigo publicado na edição de janeiro da revista Nature Biotechnology estima que o número de variedades vegetais geneticamente modificadas (GM) registradas no mundo vai saltar três vezes de 2008 a 2015. O texto de Emilio Rodríguez Cerezo (Institute for Prospective Technological Studies) e Alexander J. Stein (Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia) analisa, com base em pesquisas anteriores, o impacto potencial sobre o comércio do aumento previsto de cultivos GM nos próximos anos.

Das novas modificações genéticas, a metade virá de potências emergentes, como Índia e China. Os autores consideram que, ainda em 2015, o domínio de modificações genéticas continuará sendo em soja, milho e algodão..

Fonte: Fundación Antama – 25 de janeiro de 2009.

Genética contra bactéria
(08/02/2010)

Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu um método de mapear geneticamente asbactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina – as temidas bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, contraídas em meio hospitalar, conhecidas pela sigla MRSA. O trabalho, publicado em janeiro na revista Science, criou um método de baixo custo para o mapeamento genético dessas bactérias, permitindo compreender melhor sua forma de migração entre os países. Isso tornará mais fácil responder a novos surtos, ou até a evitá-los.

A descoberta permite identificar não apenas a história da epidemia, os saltos que as bactérias deram entre continentes, como também a viagem que fazem de pessoa para pessoa, de enfermaria para enfermaria.

Foram usadas amostras de diferentes partes do mundo, coletadas durante 20 anos, entre 1982 e 2003. Este material permitiu estabelecer uma árvore evolutiva de uma estirpe da bactéria que é hoje responsável por 90% das infecções na China, mas não se sabia o caminho que a havia levado até lá.

Além do detalhamento da rota dessa estirpe da bactéria, o estudo também usa os avanços da tecnologia para sequenciar rapidamente todo o genoma da bactéria por um custo acessível (US$ 320).

Fonte: Ciência PT. Net – 22 de janeiro de 2009.

Pesquisadores descobrem o gene “termômetro” das plantas
(15/01/2010)

Os vegetais são extremamente sensíveis às mudanças de temperatura no seu ambiente, podendo detectar até mesmo mudanças de menos de um grau Celsius. Até agora, isto era um mistério para os cientistas, que agora descobriram um “gene termômetro” que, além de identificar as mudanças nas temperaturas, também coordena uma resposta apropriada à temperatura.

Vinod Kumar e Phil Wigge, do John Innes Centre (Noruega), relataram ao jornal Cell que localizaram o principal regulador do transcriptômetro de temperatura. Usando o modelo da planta Arabidopsis, os pesquisadores mostraram que a chave para a sensibilidade à temperatura é a proteína específica histona, H2A.Z, que enrola o DNA em uma estrutura mais empacotada conhecida como nucleossoma.

A descoberta pode ajudar a desenvolver plantas que tolerem melhor o frio ou o calor em excesso.

O artigo foi publicado originalmente em http://dx.doi.org/10.1016/j.cell.2009.11.006.

Fonte: ISAAA – 8 de janeiro de 2010.

Tabaco GM rico em óleo para produção de biocombustível
(15/01/2010)

Pesquisadores da Universidade Thomas Jefferson (EUA) identificaram uma maneira de aumentar o conteúdo de óleo nas folhas de tabaco usando a superexpressão de genes de diacilglicerol aciltransferase (DGAT) e leafy cotyledon 2 (LEC2) da Arabidopsis thaliana. O DGAT codifica uma enzima da biossíntese de triacilglicerol, e o LEC2 regula a maturação da semente e seu armazenamento de óleo.

O estudo levou a um aumento de até 20 vezes no acúmulo de triacilglicerídeo nas folhas de tabaco. Os dados elevam o tabaco a uma fonte atrativa de energia, e podem ser utilizados como modelo para aplicação na produção de outras plantas como fontes de biocombustível.

Vyacheslav Andrianov, um dos autores do trabalho, diz que o tabaco tem potencial tanto para a produção de etanol quanto de óleo biocombustível, proporcionando mais energia por hectare que qualquer outra cultura não alimentícia.

O artigo está disponível em http://dx.doi.org/10.1111/j.1467-7652.2009.00458.x

Fonte: ISAAA – 8 de janeiro de 2010.



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