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Curiosidades sobre biotecnologia, com especial atenção para assuntos relacionados ao dia-a-dia do jovem.
Brasil na disputa pelas células-tronco embrionárias (17/06/2010)

Um estudo publicado na revista Stem Cells and Development descreve, pela primeira vez na literatura científica, uma linhagem brasileira de células humanas geneticamente modificadas com esse objetivo. O trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, transformou células da pele em células pluripotentes – traduzindo: capazes de se transformar em vários tecidos especializados. A reprogramação genética é feita colocando-se genes ligados a características embrionárias no genoma de uma célula adulta (neste caso, da pele), fazendo com que ela volte a se comportar como se fosse uma célula embrionária. A técnica de reprogramação foi desenvolvida em 2006 pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka. De lá pra cá, a coisa evoluiu tanto que esse tipo de células é usado em pesquisas de rotina. No Brasil, o primeiro a anunciar feito parecido foi o neurocientista Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no início de 2009. Logo em seguida, o grupo de Ribeirão Preto informou que já tinha, também, produzido linhagens de células-tronco pluripotentes, mas que não havia anunciado nada publicamente porque esperava a publicação de um artigo confirmando a caracterização das células. O resultado é este trabalho publicado agora. Fonte: O Estado de S. Paulo - 07 de junho de 2010

Bactéria artificial pode ser aliada do meio ambiente (01/06/2010)

Cientistas conseguiram criar células com genomas sintéticos. É o primeiro grande passo para a criação microrganismos que podem, por exemplo, retirar poluentes da atmosfera ou sintetizar metais pesados. O feito foi realizado por uma equipe de cientistas de um instituto criado pelo empresário-biólogo americano Craig Venter, um dos pioneiros em pesquisas genômicas. Mas como eles conseguiram criar um DNA artificial? Os pesquisadores criaram células com genoma sintético, mas não criaram tudo nas células. O genoma é o conjunto de genes de um organismo vivo. Os genes, feitos de DNA (ácido desoxirribonucleico), são a unidade básica da hereditariedade, sendo responsáveis por definir as características básicas de cada ser vivo. No experimento, os cientistas pegaram células de uma espécie de bactéria que já existe (Mycoplasma micoides), tiraram do interior delas o material genético que tinham e as usaram como recipiente para um outro genoma, sequenciado artificialmente. Mas apenas o genoma, o DNA dentro da célula, é inteiramente sintético. Para isso, os pesquisadores construíram quimicamente as sequências das bases nitrogenadas do DNA, peça por peça, até conseguirem uma cópia perfeita do genoma. Em seguida, inseriram na célula, que se comportou como uma célula normal da bactéria original, criando proteínas iguais a da M. micoides normal. Onde Craig Venter quer chegar? Longe. Entre as várias utilidades da técnica, o cientista-empresário espera usar a tecnologia para projetar novas bactérias que poderiam desempenhar funções úteis. Uma das metas é criar bactérias que absorvam dióxido de carbono e, dessa forma, ajudem o meio ambiente. Fonte: Estadão.com.br e BBC Brasil - 20 de maio de 2010

Você pode ter um pouco de DNA do neandertal (01/06/2010)

A primeira análise detalhada do genoma do neandertal – um parente distante e extinto do homem moderno – revela que membros da espécie chegaram a se acasalar com alguns homo sapiens e a marca dessa união está presente no genoma do ser humano atual. Uma equipe internacional de cientistas calculou que entre 1% e 4% do DNA de não-africanos de hoje se originaram deste hominídeo. Isso mostra que, ao contrário do que acreditam muitos pesquisadores, alguns neandertais e humanos modernos cruzaram. O neandertais eram robustos caçadores que dominaram a Europa até 30 mil anos atrás. Já o homo sapiens surgiu na África, mas evidências arqueológicas mostram que as duas espécies passaram a viver ao mesmo tempo na Europa, quando os humanos modernos entraram pela primeira vez no continente há 44 mil anos. Mas o que não se sabia é que eles tenham vivido tão “juntos” assim. Mas muitos arqueólogos são reticentes à descoberta, que foi possível graças ao sequenciamento do genoma da espécie, que está sendo feito por meio de fragmentos de DNA extraídos de ossos achados na Croácia, Rússia e Espanha, bem como material do neandertal original encontrado na Alemanha. Para poder comparar melhor os achados, os pesquisadores também sequenciaram cinco genomas de humanos de origem européia, asiática e africana. Curiosamente, eles descobriram que os humanos que descendem de ancestrais europeus e asiáticos carregam DNA de neandertal. Fonte: Veja.com - 07 de maio de 2010

Proteção dupla contra o frio (10/05/2010)

Não bastasse o grande "casacão" de pelos que cobriam os mamutes, esses animais já extintos contavam ainda com uma ajuda extra para sobreviver: o sangue que podia correr gelado nas veias. Uma equipe de cientistas canadenses da Universidade de Manitoba, liderados por Kevin Campbell, descobriu o truque fisiológico que permitiu aos animais sobreviver à Era do Gelo analisando o material genético dos restos mortais de um desses bichos com mais de 43 mil anos achados na Sibéria. O DNA da hemoglobina (a célula responsável por carregar oxigênio na corrente sanguínea) foi isolado e comparado com o código genético de elefantes modernos africanos e asiáticos. A comparação revelou apenas 1% de mudanças nas proteínas da célula do mamute. Diferenças pequenas, mas significativas: elas mostraram que a hemoglobina do animal precisava de menos energia para liberar oxigênio no corpo enquanto passava pelas veias – o que literalmente permite que o sangue corra frio. Sem essa adaptação, os mamutes perderiam mais calor no inverno, e teriam que comer mais para sobreviver – só que, no inverno, não há muito alimento disponível. Fonte: INFO Online - 03 de maio de 2010

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