Espaço de notícias. Informações atuais sobre pesquisas e trabalhos científicos.

Sinal verde para batata na UE
(03/03/2010)
Fonte: Portal União Europeia – 2 de março de 2010

A Comissão Europeia aprovou nesta semana o cultivo da variedade de batata Amflora, geneticamente modificada (GM) para conter alto teor de amilopectina, substância de aplicação na indústria, especialmente na manufatura de papéis e adesivos. A batata e seus derivados ainda receberam sinal verde para consumo animal.

Trata-se da primeira aprovação para cultivo na União Europeia desde 1998. Juntamente com a batata, agora são três eventos aprovados para comercialização, sendo, os outros dois, uma soja tolerante a herbicida e um milho resistente a insetos.

Além disso, a comissão ainda aprovou três variedades de milho GM para alimentação animal, importação e processamento: MON 863 x MON810 (resistente a coleópteras e à broca europeia do colmo); MON863 x NK603 (resistente a coleópteras e tolerante ao herbicida glifosato) e MON863 x MON810 x NK603 (resistente a coleópteras e à broca europeia do colmo e tolerante ao herbicida glifosato). Nenhuma das variedades é ainda aprovada no Brasil.

CTNBio aprova eventos GM
(12/02/2010)

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, nesta semana, quatro novos eventos geneticamente modificados: duas soja tolerantes ao herbicida glufosinato de amônio, duas vacinas de uso animal e uma levedura capaz de produzir diesel diretamente da sacarose.

Com isso, o Brasil passa a ter liberados para comercialização 21 eventos agrícolas (soja, milho e algodão), além de 10 vacinas e a levedura.

Nesta semana também foi indicado o novo presidente da CTNBio, Edilson Paiva, que ocupava o cargo de vice-presidente durante a gestão de Walter Colli. Paiva assume para um mandato de dois anos.

Bill Gates e a agricultura
(08/02/2010)
Fonte: The Gates Notes – 20 de janeiro de 2010

Bill Gates, presidente da Microsoft e criador da Fundação Bill & Melinda Gates, escreveu sobre a importância de se obter tanto a produtividade agrícola quanto a sustentabilidade. A fundação assumiu um compromisso de US$ 1,4 bilhão com pequenos fazendeiros na luta pela redução da fome global, por meio de abordagens que incluem tecnologia na agricultura. “Ajudar fazendeiros pobres a aumentar a produtividade é um passo crucial na redução global da fome”, disse Gates.

O empresário afirmou que tem visto provas de que a ciência na agricultura tem feito a vida das pessoas melhorar. Ele aponta como exemplos avanços como o arroz indiano geneticamente modificado Swarna – sub 1, uma variedade que é capaz de sobreviver submersa na água por mais de duas semanas, ajudando fazendeiros que plantam em terras sujeitas a inundações.

Ainda de acordo com Bill Gates, a próxima “revolução verde” deve ajudar a alimentar bilhões de pessoas usando tecnologias modernas de uma forma sustentável.

Microorganismos produzem combustível
(08/02/2010)
Fonte: Berkeley Lab – 27 de janeiro de 2010

Uma equipe de cientistas do Instituto de Bioenergia do Departamento de Energia dos Estados Unidos (JBEI, na sigla em inglês) desenvolveu um microrganismo capaz de produzir um combustível avançado diretamente da biomassa. Utilizando ferramentas da biotecnologia, os cientistas criaram uma cepa da bactéria Escherichia coli (E. coli) que produz óleo biodiesel e outros importantes derivados químicos a partir de ácidos graxos.

Segundo o chefe executivo do JBEI, Jay Keasling, o fato de a bactéria produzir óleo diesel da biomassa sem nenhuma modificação química adicional é muito importante. Considerando que os custos de recuperação do biodiesel são semelhantes aos custos de destilação do etanol, os resultados contribuem para a meta de produção de biocombustíveis e químicos renováveis em escala e por custos eficientes. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature em 28 de janeiro de 2010.

A combinação de aumento diário dos custos de produção de energia e a preocupação com o aquecimento global criou um imperativo internacional para a criação de novas fontes de energia que sejam renováveis e sustentáveis. Estudos científicos apontaram que combustíveis líquidos derivados de biomassa vegetal são uma das melhores alternativas de produção, com relação custo–benefício adequado. Nessa linha, muitas pesquisas têm sido realizadas com ácidos graxos, células vivas ricas em energia.



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