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Espaço de notícias. Informações atuais sobre pesquisas e trabalhos científicos.
Supercanas (19/08/2010) Fonte: Capital News – 17 de agosto de 2010

A primeira variedade transgênica de cana-de-açúcar deve chegar aos campos brasileiros em 2015. É o que prevê o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que já vem realizando testes com a nova planta. A pesquisa está sendo realizada em parceria com três grandes multinacionais de defensivos agrícolas: Basf, Bayer e Dow Chemicals. A CTC entra disponibilizando um amplo banco de material genético, enquanto as empresas embarcam com suas experiências em pesquisas biotecnológicas. Essa primeira variedade transgênica de cana-de-açúcar será resistente à praga da broca da cana. Se tudo der certo, a produtividade dos agricultores pode aumentar em 25%. O CTC também trabalha no desenvolvimento de uma cana-de-açúcar transgênica tolerante à seca e com maior teor de açúcar (aumentando a produtividade de cada planta). Todas essas características fazem parte da primeira geração de transgenia e seguem os modelos desenvolvidos e já aplicados com sucesso a outras culturas, como soja, milho e algodão.

Quer viver um século? (19/07/2010)

Muita gente se cuida para ter uma velhice saudável, mas pouquíssimas pessoas conseguem ir além dos 100 anos de vida. Por quê? A resposta pode estar mais nos genes do que na qualidade de vida. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Boston, nos EUA, analisou os genomas de 1.055 pessoas centenárias e identificou 19 sequências genéticas comuns a 90% dessas pessoas. Se por um lado a descoberta dessas chamadas “assinaturas genéticas” comuns aos centenários não vai ajudar as pessoas a viverem mais ¬¬¬– ao contrário de cuidados como boa alimentação e exercícios físicos –, por outro ela vai permitir o surgimento de testes genéticos para indicar quão longe você tem chance de ir. O estudo também representa um novo avanço para a medicina personalizada, já que esse método analítico pode ser útil na prevenção e tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson.

Genoma, 10 anos (19/07/2010) Fonte: Estadao.com – 23 de junho de 2010

Faz dez anos que o mundo conheceu a ordem correta das substâncias bioquímicas que compõem o código genético humano. Ela foi anunciada em 2000, após anos de trabalho de uma colaboração científica internacional coordenada pela Organização do Genoma Humano (Hugo, na sigla em inglês). De lá pra cá, o que mudou? Segundo o médico geneticista Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, que faz parte da Hugo, "foi uma descoberta fantástica, embora tenha criado muito mais perguntas do que respostas". Os avanços foram importantes, como no aprendizado relacionado às cerca de 7.000 doenças raras causadas pela alteração em um único gene – o diagnóstico e o tratamento desses males avançou nesta década mais que em toda a história. Por outro lado, pouco se sabe sobre as doenças mais comuns que afetam o ser humano, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e câncer, que apresentam componentes tanto genéticos quanto ambientais.

Óleo de soja mais saudável (17/06/2010) Fonte: Complexo Soja – 15 de junho de 2010

Uma nova variedade de soja transgênica nos EUA vai permitir a produção de óleo de cozinha mais saudável. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) liberou o plantio dessa soja geneticamente modificada, denominada “Plenish”. A leguminosa será destinada à agroindústria, mais especificamente à produção de óleo de cozinha, por ser mais resistente às altas temperaturas. Essa característica aumenta de forma significativa a estabilidade do óleo, e elimina a necessidade de realizar o processo de hidrogenação, o qual contribui para a formação de gordura trans - tipo de ácido graxo prejudicial à saúde. Mas a planta tem mais vantagens para a saúde: em sua composição há 75% mais ácido oléico do que em outras variedades disponíveis no mercado. O ácido é benéfico para o organismo humano, pois contribui com a redução de doenças cardiovasculares. O novo grão geneticamente modificado teve “silenciada” uma parte de seu código genético, encarregado da produção de ácidos que são nocivos à saúde humana.

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