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Espaço de notícias e informações sobre pesquisas e trabalhos científicos.
Biotecnologia além das portas da universidade (31/01/2012) Fonte: Redação do CIB
Uma das melhores oportunidades para alunos de cursos na área de ciência, a exemplo da biotecnologia, são as bolsas-sanduíche (programas em que os estudantes têm oportunidade de concluir parte de suas pesquisas em universidades fora do Brasil). O caminho para conseguir uma dessas vagas é procurar programas de intercâmbio que realizam parcerias com as universidades brasileiras.
O projeto Ciência sem fonteiras busca estudantes graduados na área de biotecnologia para estudar no Canadá ou no Reino Unido. As inscrições vão até o dia 06/02 e podem ser realizadas pelo site do projeto. Outra opção é a Capes, que oferece opções de intercâmbio para os mais variados cursos. No site da instituição há a descrição de vagas e mais informações sobre como conseguir as bolsas.
No Brasil, a área que mais emprega os profissionais formados na área de ciência é a academia. Porém, os setores industrial e empresarial também absorvem alguns profissionais especializados em áreas como biotecnologia, farmácia, petróleo e aeronáutica. As estáticas estão aí para comprovar. Segundo o IBGE, no Brasil, enquanto apenas 9,1% dos profissionais pós-graduados se encontram trabalhando no setor industrial, no Canadá, 62,2% do quadro de funcionários na indústria é formado por esse tipo profissional.
A teia (transgênica) do homem-aranha (27/01/2012) Fonte: BBC Brasil
Um antigo sonho de cientistas (e concretizado até hoje apenas nas histórias em quadrinhos pelo estudante Peter Parker, o Homem Aranha) pode estar próximo de se tornar realidade: produzir sedas super-resistentes em escala industrial. Pesquisadores americanos dizem ter criado bichos-da-seda geneticamente modificados para produzir fios mais resistentes, como os das teias de aranha. Os resultados do experimento podem permitir o desenvolvimento de materiais revolucionários para a medicina e engenharia, já que a seda produzida pelas aranhas é mais resistente que o aço. No passado, pesquisadores visionários (que devem pouco aos “cientistas malucos” dos quadrinhos) já haviam tentado criar aranhas para a produção comercial de sua seda. O que não vingou, pois os aracnídeos produziam teia em pouca quantidade e, pior, tendiam a comer uns aos outros. Por sua vez, os bichos-da-seda sabem viver em sociedade e podem ser criados em cativeiro, mas o material produzido é mais frágil. Após tentativas de diversas equipes, um grupo de pesquisadores americanos conseguiu criar animais geneticamente modificados que produzem um composto de seda das duas espécies, tão forte como as teias das aranhas e em grandes quantidades.
Cientistas identificam gene relacionado à duração do sono (11/01/2012) Fonte: Molecular Psychiatry
Embora a duração do sono também seja influenciada por fatores individuais e ambientais, cientistas europeus identificaram o gene que é o responsável pela contribuição genética para sua regulação. De acordo com o trabalho publicado na revista Molecular Psychiatry, o gene denominado ABCC9 explica em cerca de 5% as variações quanto à duração do sono.
A equipe dos cronobiólogos Till Roenneberg e Karla Allebrandt (Universidade Ludwig-Maximilians, Munique, Alemanha) realizou um estudo com mais de quatro mil pessoas de sete países europeus. A análise do comportamento e das características genéticas dos indivíduos pesquisados mostrou que as pessoas com uma variação do gene ABCC9 dormiam, em geral, menos tempo que os indivíduos com a outra versão do gene.
A outra conclusão do estudo é o papel importante do meio ambiente na duração do sono. Dessa maneira, os pesquisadores observaram que as consequências da variação genética são mais importantes nas populações submetidas a uma maior amplitude da duração do dia, determinada pelas estações do ano.
Trypanosoma cruzi agora é vacina (1º/12/2011) Fonte: Ciência Hoje - 23 de novembro de 2011
Até hoje, o protozoário Trypanosoma cruzi era conhecido apenas como o agente causador da doença de Chagas. Mas uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores do Brasil e dos EUA transformou o vilão em vacina contra o câncer. O T. cruzi entra no medicamento enfraquecido e modificado geneticamente para produzir moléculas características de células tumorais. Nos primeiros testes, a vacina foi capaz de impedir em ratos a formação de três tipos de tumores, todos bastante agressivos: melanomas (tipo de câncer de pele), sarcomas e tumores de cólon. Além disso, ela conseguiu estimular o sistema imunológico dos animais que já tinham a doença a combatê-la. É a primeira vez que um parasita é utilizado como vetor vacinal para tratar outra doença. Os próximos testes serão realizados em cachorros e, se apresentarem bons resultados, a ideia é que a vacina seja testada em humanos dentro de alguns anos.
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